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Jun082009

00:34:04
Tragédia no Atlântico
Tom Simões, jornalista, http://tomsimoes.criarumblog.com, Santos (SP), junho 2009 

Acidente com o Airbus da Air France ocorreu no domingo, 31 de maio, com 228 pessoas a bordo. Ele decolou da capital fluminense com destino a Paris e caiu no Atlântico.
 

“Nas TVs e jornais não há cenas de choro nem demonstrações de desespero pela perda de entes queridos no voo AF 447. Por determinação da Justiça, os nomes das vítimas são mantidos em sigilo, a menos que haja autorização expressa da família, o que não ocorreu”, escreve Marcelo Ninio, enviado especial a Paris, no artigo “Franceses vivem sua dor em reclusão” (Folha de S.Paulo, 7/6/2009).
 
Segundo o artigo, “Na França, a dor é privada, mesmo quando a tragédia é pública e mexe com a emoção coletiva. Para os franceses, a reclusão e o silêncio nos momentos de sofrimento são reflexo condicionado de uma cultura que preza a discrição como forma de homenagem à memória dos mortos”. 

É preciso acolher em silêncio
 

“De acordo com o psiquiatra José Toufic Thomé, coordenador da comissão técnica de intervenção em desastres e catástrofes da Associação Brasileira de Psiquiatria, a dificuldade em encontrar os corpos dos passageiros torna mais árduo o processo de luto dos familiares”, relata Mariana Barros (no artigo, “Ter o corpo ajuda a encarar a perda”, afirma psiquiatra, Folha de S.Paulo, 7/6/2009). 

O psiquiatra revela que “Nos primeiros momentos de uma situação traumática, há um colapso no emocional. Perde-se o rumo, a noção de si mesmo. Não se deve obrigar a falar sobre o assunto, pelo contrário. É preciso acolher, dar um abraço, estar junto, pegar na mão”. 

“Toda vez que você não pode enterrar o seu ente querido, de alguma forma ele não morre. Ter o corpo faz com que meu emocional realize a perda. Se não encontro, fico ligado à esperança de um dia encontrar. Se os corpos não forem localizados, as pessoas precisarão de apoio emocional, algumas de tratamento”, explica José Thomé.
 

Admin · 192 vistos · 5 comentários

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http://tomsimoes.criarumblog.com/Primeiro-blog-b1/Tragedia-no-Atlantico-b1-p52960.htm

Comentários

Comentário de: Lineu [ Visitante ] Website
E aeeeee Tom.
Acabei de fazer um post com um texto que tem, de alguma meneira, conexão com o seu. Passa lá e dê uma lida.
Antes que eu me esqueça. Sugestão de postagem no seu blog: Falar sobre o o primeiro ano do blog. O que você aprendeu, suas expectativas, suas frustrações, sei lá..., um contexto do que ele lhe serviu nesse ano.
Abração.
   13/06/2009 @ 01:17:27
Comentário de: Ana Paula [ Visitante ]
É verdade Antonio Carlos, o corpo nos faz elaborar o luto... realizar a morte... porém tantos e tantos corpos enterrados ou não e continuamos só observando essas perdas. Às vezes sofremos com alguém próximo, outras nos compadecemos das dores dos desconhecidos... mas até onde irá esse desespero humano em ter, fazer? E o valor de nossa vida? Viver é tão mais fácil e simples...você não acha?
Concordo com o colega Wolfgang: por um momento vamos nos unir em prece por todas essas pessoas, essas famílias que estão sofrendo tanto. Talvez seja isso que falta nos seres humanos em meio à tanta evolução, retomar a prece... crer em algo maior! Vamos nos lembrar disso... Um grande abraço.
   09/06/2009 @ 23:38:06
Comentário de: Júlio [ Visitante ]
Parabéns Tom. Um ano transmitindo conhecimentos e reflexões, processados por uma mente e uma alma extremamente evoluídas. Só temos a agradecer.
Grande abraço. Que Deus continue iluminando sua caminhada.
   08/06/2009 @ 19:10:40
Comentário de: Marcos Melo [ Visitante ]
Parabéns Tom.
Um ano de dedicação a um trabalho exelente, desejo que Deus continue te iluminando.

Grande abraço.

Marcos
   08/06/2009 @ 04:18:37
Comentário de: wolfgang [ Membro ]
É digno e justo lembrar, neste blog, o fim trágico do vôo AF 447 de 31/05/2009. O acidente sensibilizou grande parte da humanidade, ao menos aos dois lados do Oceano Atlântico. A notícia lembrou a todos que dela se inteiraram que somos mortais e que a morte pode vir subitamente. Sentimos todos compaixão com as famílias e os amigos dos desaparecidos cuja dor é aumentada com, por enquanto, poucas exceções, pelo fato de serem privados da oportunidade de despedir-se dos seus entes queridos. Agradeço, portanto, ao Tom a iniciativa desta lembrança que aproveito para um breve recolhimento e uma prece.
   08/06/2009 @ 02:08:55

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